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26 Janeiro, 2007

Dos dias que antevivi

Em meu itinerário errante
lanço as conchas no horizonte
as espraio doces em sua incerteza
férteis em seu acaso

Mas sei bem como sempre
que a minha alma de cuchecucheiro
de vidente no tchova-tchova da vida
me mostrará uma vez mais
que o meu futuro é aquele passado obscuro
que colho na árvore malandra
dos dias que antevivi

2 Comments:

At Sexta-feira, Janeiro 26, 2007 9:28:00 PM, Blogger Diva said...

Nesse espaço desconhecido...o futuro que anteves... além das palavras e aquém dos sonhos...apenas uma certeza: No futuro continuam a morar os teus poemas!
Bjs meus

 
At Sábado, Janeiro 27, 2007 6:21:00 PM, Anonymous Gabi Ninck said...

Meu Poeta,

Meu doce aventureiro
é nesse itinerário errante
que te tenho companheiro, camarada, inteiro

Não só quero os bons de espírito
quero uma legião de anjos maus
que me tragam dúvidas e angústias
ès meu anjo, mau preferido
liberto de normalidades exteriotipadas

Peguei as conchas espalhadas
no horizonte da incerteza
arrumei-as uma a uma
fileira de conchas
fiz um caminho
todo feito delas

Com acaso terminei causando
fertilidade, sensações...
onde tu homem errante
de passado obscuro
encontrarás de certo
nesta linha, traço, estrada riscada
gravada de conchas
feita de ti
o futuro dos dias
em que despertas pensante
subindo em mim
árvore malandra
te prendo todo, inteiro
em galhos e folhas
e frutos e flores...
não mais sairás daqui
sei que sim

E, lá do alto observamos:
os comuns em dias iguais
suas idas e vindas
sorrindo, chorando,xingando,amando,blasfemando, lamentando...
ilusão imbecíl e estéril dos dias sempre...
que não são nossos
o egoísmo se apossou de nós
deixamos os passantes

Voltamos nosso olhar
te ofereci qualquer coisa de mim
chupou meu fruto doce em sombras
preferiu assim
enquanto fechei minha copa
em silêncio e deleite

(Um sapo coaxou ao longe no riacho dos dias vividos,sentidos, queridos...)

 

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